Design sem nome

Baseada na obra de Jay Asher, a série ’13 Reasons Why’ chegou à Netflix há pouco mais de dez dias e gerou uma repercussão inimaginável nas redes sociais, ficando no trending topics do Twitter por muito tempo.

O título não demorou muito para ser mais um dos grandes sucessos do serviço de streaming, porém, em relação aos comentários de quem assistiu, ‘Os Treze Porquês’ (como falamos por aqui) divide a opinião. A série, COMO SÉRIE, é uma das mais fracas produções do catálogo original da Netflix, e o que chama a atenção é realmente seu conteúdo.

Somos apresentados a uma realidade constante do mundo real e que tem fragilizado muitas crianças e adolescentes – o bullying – de uma maneira nunca antes colocada em uma produção direcionada ao público jovem, e que chega, muitas vezes, a chocar o telespectador.

Ao assisti-la, ‘vivenciamos’ cada situação pela qual Hannah Baker enfrenta e, com isso, sentimos a dor, a raiva, a solidão de ser vítima de bullying e, o pior, o porquê de um suicídio.

Enquanto para muitos ela deve ser assistida por todos, por conscientizar sobre os deveres de toda a sociedade na luta contra o bullying e na prevenção ao suicídio, para outros deve ser retirada o quanto mais rápido de veiculação, por ser vista como um dedo no gatilho para as pessoas frágeis.

Claramente vemos que sua intenção, na verdade, é de ser para todos os públicos e com objetivos bem pertinentes… Para os pais, para que eles estejam sempre perto de seus filhos e observem todo momento que eles precisarem de sua companhia, mesmo com a movimentação da vida adulta; para os amigos, para que eles sejam o ombro daqueles que precisam; para as vítimas do bullying, para que não se calem; e para quem pratica, principalmente, para que vejam onde suas ações podem levar.

Mas será que é?

Para quem não sabe, o suicídio, que é um dos focos da série, foi por muito tempo, e ainda é, um tabu nas produções para a TV. Canais de informação, como telejornais, sites de notícias e jornais, por exemplo, não veiculam o ato a fim de não incentivar os usuários com predisposição.

E na série, vemos justificativas episódio após episódio para um suicídio, o que pode servir somente de entretenimento, mas também pode ser um caminho para dizer “é uma escolha” e fazer.

Então, o que vocês acham?

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